Agricultura familiar e o leite em Diamantino

18/07/2014 - Atualizado em 22/07/2014 10:40

Astroélio Pereira dos Santos é um produtor leiteiro e agricultor familiar de Diamantino. Astroélio aprendeu a trabalhar a terra desde cedo. Como todo produtor rural familiar, Astroélio e sua família tiveram que ralar muito. “Pra me encontrarem hoje aqui, nessa propriedade, eu com a minha família, foi uma luta da vida da gente, trabalhamos muito”, conta Astroélio.

O jeito como aprendeu a gerir a terra foi simples e rústico. “Toda a vida, meu trabalho foi a agricultura. Nunca saí da lavoura. Nascer e entender que você tem que plantar um pé de feijão, na mão, um pé de milho, na mão. Eu venho deste lado”, explica Astroélio sobre a origem de sua instrução.

O agricultor confessa que só com a chegada dos programas Balde Cheio e Kit Agricultura Familiar do governo é que tomou conhecimento de quanto poderia aprender mais para melhorar seu trabalho. “Com a vida do Balde Cheio é que eu comecei a aprender a aplicar o que a terra precisa pro fruto vir. Isso é uma coisa que eu to vendo que já levei futuro, é uma realidade. Através deles que chegou até o ponto que está. Tem cana plantada, tem capim plantado, como que ficou a qualidade do capim”, confessa Astroélio.

Os programas de incentivo ao produtor e agricultor familiar

Não há como negar que técnologia e conhecimento só trazem benefícios à qualquer trabalho do homem, com a agricultura e a pecuária não é diferente. Por este motivo, a transferência de conhecimento e insumos foi o caminho escolhido pelo governo para incentivar a produção das empresas rurais familiares.

O Kit Agricultura Familiar oferece insumos de qualidade superior aos agricultores e refina algumas técnicas de plantio com o intuito de alavancar qualidade dos produtos finais, gerando um excedente que pode ser vendido, aumentando a renda familiar e tirando-os da condição de subsistência.

Já o Balde Cheio transfere tecnologia e conhecimento aos produtores leiteiros de pequeno porte. O produtor recebe visitas e instruções de um técnico do Sebrae, que ensina o produtor sobre técnicas e métodos de cuidado com o gado, alimentação, cruzamento e zelo.

Os programas só funcionam com a colaboração dos produtores, que devem estar dispostos a aprender com os técnicos e a seguir os procedimentos apontados por eles. “Eu não sabia sabe o que? Não sabia pedir uma análise de terra pra saber o que a terra pede para produzir o fruto. Eu não sabia, jogava ai de qualquer jeito. Quantos milhos eu não joguei fora aí? Plantava e não colhia?”, revela o produtor

Astroélio aponta para sua plantação de cana-de-açucar e afirma “é fruto do nosso trabalho, ali que começou a chegar o conhecimento, através do engenheiro agrônomo do programa que me trouxe conhecimento”.

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