Extração sustentável em Alta Floresta

16/07/2014 - Atualizado em 16/07/2014 16:47

Por sua localização ao norte do estado, Alta Floresta é conhecida como Portal da Amazônia, e desta mesma floresta vem parte da base econômica da cidade. Seja via ecoturismo ou pela exploração das matas.

Desde o início, as árvores serviram aos habitantes de Alta Floresta, e para preservá-las foi criado um método de extração sustentável de grande sucesso em Alta floresta.

Inaugurada em 19 de maio de 1976 pelo colonizador Ariosto da Riva, Alta Floresta precisou ser construída do zero. Para dar conta dos insumos de madeiras necessários, Ariosto da Riva convidou os país de Jairo de Carli, que vieram de Santa Catarina para abrir a primeira madeireira de Alta Floresta. As tábuas e madeiras aplainadas pela madeireira formaram a base da fundação da cidade, sendo amplamente utilizadas na construção da cidade.

Jairo explica que no início a obtenção de material era relativamente fácil. “A madeira sempre teve em abundância nos primeiros anos, porque tinha muita abertura de fazenda. E a madeira na verdade a gente nem comprava, eles doavam pra gente tirar das fazendas”, explica Jairo.

No início da cidade, a extração era livre, e não causava preocupação pela vastidão florestal, contudo os tempos mudaram. “No começo a madeira era pegada e derrubada, não tinha extração seletiva, igual tem hoje”, conta Jairo, referindo-se à iniciativa de Alta Floresta de priorizar a extração de madeira beneficiada, de reflorestamento, autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis(IBAMA) e pelo Secretaria do Meio Ambiente (Sema).

Jairo acredita que o caminho para o crescimento do setor é a qualidade e não a quantidade, “o setor madeireiro hoje trabalha com menos quantidade e mais qualidade. Acho que o caminho é esse. Beneficiar mais a madeira, vender quanto menos a madeira bruta”.

Crescimento sustentável

A expectativa do governo é que o setor madeireiro, quarta maior economia do estado do Mato Grosso, cresça até 10 vezes na próxima década, tendo como grande aliado o exemplo da extração sustentável de Alta Floresta.

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