Instituto Ciranda é inclusão e música

19/06/2014 - Atualizado em 25/06/2014 15:22

Orquestra é o nome dado aos agrupamentos de instrumentos musicais, geralmente utilizados para tocar música erudita. Para se tocar em uma orquestra são necessários anos de instrução e educação musical, prática e teórica. E além da dedicação aos estudos, é necessários que cada músico disponha de seu próprio instrumento musical, que não costumam ser baratos. Essa dificuldade toda para ingressar em uma orquestra pode acabar afugentando grandes promessas, mas não em Mato Grosso, mais precisamente em Cuiabá, sede do Instituto Ciranda, que apresenta a música aos jovens do estado. Os alunos recebem no Instituto Ciranda toda a infraestrutura e auxílio necessário, podendo escolher até um instrumento que queiram tocar.

Com o apoio do governo eles tem todo o acompanhamento necessário, num primeiro estágio os alunos aprendem o básico sobre a música, contudo, quando demonstram interesse maior, passam para um segundo estágio, o profissionalizante.

Neste estágio mais avançado eles podem ser absorvidos por algum dos grupos profissionais ou semiprofissionais, e eventualmente ingressão em alguma orquestra do Instituto Ciranda, como foi o caso da Jisele André, oboísta da Orquestra Jovem, que se apaixonou pela música e pela orquestra tão logo foi apresentada pelo seu irmão. Talentosa, Jisele já chamou a atenção pelo instrumento que escolheu, o Oboé.

O Oboé faz parte do grupo de instrumentos de madeira de uma orquestra, e não havia um professor residente em Cuiabá para ministrar as aulas, por isso Jisele aprendeu em oficinas com professores convidados e hoje ela própria é uma professora do Instituto.

O presidente do Instituto, Murilo Alves, destaca que o talento da jovem fez com que em apenas três anos de estudo do Oboé ela conseguisse alcançar seu sonho de tocar numa orquestra. “Ela não tem nem três anos de estudo do Oboé e jpa tem um resultado que permite que ela toque na orquestra, execute solos e que ela tenha sua própria sala de oboé, que ela multiplique (o conhecimento) dentro do projeto social.

É muito importante dentro do projeto que os jovens sejam protagonistas, e a Jisele é uma dessas protagonistas”, revela orgulhoso o presidente Murilo.

Instituto Ciranda e as oportunidades

A própria Jisele define seu momento e a quem deve agradecer a oportunidade, “não é qualquer estado que dá essa oportunidade, se não fosse o apoio do Governo do Estado, eu não conseguiria estar aqui agora. Eu estou na melhor fase da minha vida, sou professora e ao mesmo tempo sou aluna, estou aprendendo e ao mesmo tempo estou ensinando”, confessa com um grande sorriso no rosto a professora de Oboé do Instituto Ciranda e oboísta da Orquestra Jovem do Mato Grosso, Jisele André.

Se gostou, compartilhe:

2017 - Todos os direitos reservados.