Mato Grosso quer ter a maior piscicultura

15/07/2014 - Atualizado em 15/07/2014 13:58


Mato Grosso não tem mar, mas ainda vai ser o maior produtor de peixes do Brasil. A meta do governo é tornar o estado responsável por 70% de toda a produção de peixes e derivados nos próximos três anos. Esse montante seria de cerca de 1 milhão de toneladas de peixes por ano, segundo o phd em zootecnia, Darci Carlos Fornari, “o Brasil consome mais de 2 milhões de toneladas de pescado/ano e produz pouco mais de 1 milhão entre pesca, extrativismos e aquicultura”. O déficit de cerca de 1 milhão é importado, apesar de todo o potencial do Brasil.

Para Darci, o Brasil conta com um cenário ideal para o desenvolvimento da piscicultura. “Nenhum país tem tanto potencial como o Brasil. Nos temos 13% da água potável do mundo, temos um clima extremamente favorável, temos topografia que favorece, temos produção de grãos, que é a base da nutrição do peixe”, afirma Darci.

Apesar disso, a piscicultura é uma ciência nova no Brasil. Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, existem somente cerca de 2 mil piscicultores no estado do Mato Grosso. E Darci explica um motivo para o pouco desenvolvimento no estado, “não existe uma estrutura consolidada de mercado, de industrialização. Então não adiantava o pequeno produtor, ou grande produtor, investir na piscicultura e depois não ter onde vender o peixe”.

Mudança de cenário na Piscicultura

Mas esse cenário está mudando. Este ano, foi inaugurado em Sorriso o maior frigorífico do Estado. Com 4800 m² e capacidade para processar 40 toneladas de pescado a cada turno de oito horas, o frigorífico agilizará o processo de escoamento da produção de pescados do estado.

Além disso, o governo também regularizou as atividades de piscicultura no estado, retirou entraves ao início da aquicultura, e liberou os pequenos piscicultores do licenciamento ambiental com a criação do cadastro de exploração e criação de peixe.

Esse cadastro facilitou a vida de Germano da Silva, um pequeno piscicultor, que há 23 anos trocou a roça pela aquicultura e dela tirou o sustento de toda sua família, “meu filho já terminou a faculdade, o segundo ta terminando. Tudo envolvido aqui, mexendo com o peixe”, revela seu Germano.

 

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