Taxistas aprendem inglês para a Copa

10/06/2014 - Atualizado em 18/06/2014 11:14

 

 

Intensivão de inglês para taxistas

Taxistas tem aula de inglês para a copa do Mundo

Motoristas aprendem inglês básico para atender turistas durante os jogos do mundial.

Na última semana, por volta de 40 taxistas de Cuiabá tiveram aulas intensivas de inglês para melhorarem o atendimento aos turistas durante a Copa do Mundo que se inicia essa semana.

Durante dois dias, o professor intercambista da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o novaiorquino Armen Kassabian, ensinou aos profissionais os rudimentos da língua mais falada do mundo, com isso os taxistas poderão travar uma comunicação mínima com os estrangeiros.

Há cinco meses lecionando no Brasil, Kassabian sentiu a falta de preparo dos taxistas da Grande Cuiabá, são cerca 1400 profissionais que não falam inglês ou espanhol.

“Here is my card”

O curso de Kassabian foi montado em cima da realidade do cotidiano de um taxista. Eles aprenderam, e decoraram, frases, expressões e termos comuns, e para se fazer entender, foram incentivados a complementar o diálogo com gestos e improviso ao interagir com os turistas estrangeiros.

“Você não precisa falar um inglês 100% para se comunicar. Essa aula é mais para margumentou o novaiorquino.

Durante os dois dias de intensivão eles aprenderam  frases como: “Airport”; “traffic jam”; “what’s your destination?”; “good evening”; “restaurant”; “hotel”; “thank you”; “you’re welcome”; “Cuiabá is hot”; “typical food”; “here’s my card”.

Segundo o professor, “here’s my card” é a frase mais importante para o taxista. Sendo pequena a disposição de motoristas aptos a se comunicarem em inglês, os turistas procurarão por eles para futuras viagens quando receberem um bom serviço, por isso Kassabian insistia ao longo das aulas “Repitam: here’s my card!”.

Para muitos taxistas, esse intensivão foi o primeiro contato com o língua, caso do experiente taxista Yoshinobu Yamasaki, de 67 anos. Descendente de japoneses, Yamasaki roda há 30 anos as ruas de Cuiabá e jamais estudou o inglês. “Japonês é muito mais fácil”, afirmou o taxista.

Já o taxista  Adão José de Oliveira, 49 anos, explica que a falta de convivio dos motoristas com estrangeiros em Cuiabá acaba ajudando no despreparo para situações como uma Copa que atrai gente dos quatro cantos do mundo.

Falta de interesse dos taxistas

O Sindicato dos Taxistas de Cuiabá (Sintax) formou uma parceria com  o Serviço Nacional do Comércio (Senac) para oferecer aulas de inglês e espanhol para os taxistas da região. Apesar de gratuito, o curso foi encerrado há um ano por falta de interessados.

 

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